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26 de mar de 2018

Síndrome do Pânico

SindromePanico ImagemO paciente com Transtorno do Pânico apresenta ataques de ansiedade súbitos, recorrentes e de curta duração, o que difere do paciente com Transtorno de Ansiedade Generalizado, cujas queixas são mais cognitivos como, por exemplo, o medo excessivo, a tensão, a angústia e a preocupação, que ocorrem, na maior parte dos dias de, pelo menos, seis meses.
O transtorno do Pânico vem acompanhado de sintomas, tais como:

falta de ar ou sensação de asfixia;
cefaleia, vertigem, sensação de desmaio;
palpitação, taquicardia, dor no peito;
tremor;
sudorese, calafrio;
sufocamento;
náusea, desconforto abdominal, diarreia, dificuldade de engolir;
anestesia, formigamento pelo corpo;
medo de perder o controle ou “enlouquecer”;
sensação iminente de morte.

Isso faz com que o paciente, acreditando ter alguma doença em determinado órgão, procure diversos especialistas, como Cardiologista, Gastroenterologista, Pneumologista, Neurologista…, e faça uma bateria de exames desnecessários, o que atrasa o seu diagnóstico e tratamento correto.

O diagnóstico do Transtorno do Pânico é essencialmente clínico e leva em consideração alguns critérios, entre eles:

ataques de pânico recorrentes e inesperados;
preocupação persistente em relação a ataques adicionais (ansiedade antecipatória);
agorafobia que é medo de ficar sozinho, de espaços abertos, de utilizar determinado meio de transporte…;
esquiva ou evitação fóbica, em que o paciente passa a evitar locais ou situações nas quais já ocorreu um ataque de pânico);
preocupação em relação as suas consequências (ex: perder o controle, ter um ataque cardíaco);
exclusão de outras causas como uso de medicamentos, abuso de drogas, doenças (feocromocitoma, hipertireoidismo) ou outros transtornos mentais (fobia social, transtorno pós-traumático).

O Transtorno do Pânico aparece, geralmente, entre os 20 e 30 anos de idade, sendo mais comum no sexo feminino, com prevalência, ao longo da vida, de 1,5% a 2% na população. Existem diversos fatores que podem estar relacionados com o seu surgimento, como genética, experiências traumáticas, estresse e perfil psicológico.

É um importante problema de saúde pública, pois, a longo prazo, torna-se uma condição incapacitante, com perda de produtividade, bem-estar, contato social, além do dispêndio excessivo com recursos médicos.

Seu tratamento é farmacológico, geralmente com antidepressivos e ansiolíticos para os momentos de crises, associado à psicoterapia. Ademais, diante de uma crise, é importante tranquilizar o paciente, enfatizando seu caráter passageiro, que não representa risco iminente de morte, mas sem menosprezar suas queixas.

Referências bibliográficas:

Associação Brasileira de Psiquiatria. Revista Debates em Psiquiatria – Artigos. TRANSTORNO DE PÂNICO: ASPECTOS PSICOPATOLÓGICOS E FENOMENOLÓGICOS. Ano 3 • n°4 • Jul/Ago 2013. Disponível em: < http://www.abp.org.br/download/revista_debates_16_web.pdf> Acesso em 02 de março de 2018.

Associação Brasileira de Psiquiatria; Academia Brasileira de Neurologia; Sociedade Brasileira de Pediatria. Projeto Diretrizes – Transtorno do Pânico: Diagnóstico. 30 de outubro de 2012. Disponível em: < https://diretrizes.amb.org.br/_BibliotecaAntiga/transtorno_do_panico.pdf> Acesso em 02 de março de 2018.

Giovanni Abrahão Salum1 , Carolina Blaya2 , Gisele Gus Manfro3. Trastorno do pânico. Rev Psiquiatr RS. 2009;31(2):86-94. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rprs/v31n2/v31n2a02> Acesso em 02 de março de 2018.

FERNANDO LUIZ DE CARVALHO. SÍNDROME DO PÂNICO UMA PSICOPATOLOGIA CONTEMPORÂNEA. Recife, 2011. Disponível em: < http://www.saude.mt.gov.br/upload/documento/104/sindrome-do-panico-uma-psicopatologia-contemporanea-[104-071011-SES-MT].pdf> Acesso em 02 de março de 2018.

Ministério da Saúde – Blog da Saúde. Síndrome do pânico afeta duas vezes mais mulheres do que homens. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/32364-sindrome-do-panico-afeta-duas-vezes-mais-mulheres-do-que-homens. Acesso em 02 de março de 2018.

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