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24 de jul de 2018

DESVIOS DE COLUNA: LORDOSE, CIFOSE E ESCOLIOSE

Desvios-de-coluna ImagemPriscila Pacheco Cabral

As doenças relacionadas com a coluna vertebral têm aumentado no mundo em decorrência de vários fatores, entre eles, as mudanças comportamentais como sedentarismo e maus hábitos posturais. As dores crônicas relacionadas à coluna representam uma das queixas comumente relatadas pela população adulta, gerando incapacidade, redução da funcionalidade e, muitas vezes, afastamento do trabalho. A coluna, além de sustentação, oferece a flexibilidade necessária à movimentação do tronco, possuindo um papel importante na postura, locomoção e equilíbrio. Portanto verifica-se que o funcionamento da coluna é diretamente relacionado com a qualidade de vida do indivíduo.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2003 a doença de coluna já era indicada como a mais referida dentre as doenças crônicas pesquisadas, acometendo 13,2% da população adulta. Na PNAD 2008 foi relatada por 13,5% dos adultos, sendo prevalente entre a população do sexo feminino.

Das deformidades dessa estrutura temos como exemplo a escoliose, a cifose e a lordose que podem ser um obstáculo para a estabilidade do controle postural, interferindo diretamente no alinhamento ósseo e na sincronização muscular.

A escoliose trata-se de uma curvatura da coluna vertebral que foge dos parâmetros normais, ou seja, uma série de alterações como desvios laterais e/ou rotações. Atinge em média de a 4% a 5% dos escolares, sobretudo as pessoas entre 12 e 14 anos, a maioria apresenta distúrbios leves. A detecção e o tratamento precoce evitam a progressão da doença. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, sendo considerado como conservador aquele que desacelera a progressão da escoliose. Utiliza-se a abordagem funcional e uso de órtese, que seria o “colete”, em curvas maiores que 20º, além de um acompanhamento fisioterápico adequado. O tratamento cirúrgico é sugerido para curvas maiores que 45º a 50º.

Já a cifose é uma curvatura da coluna torácica que sofre um aumento natural, justificado pelo nosso envelhecimento. A cifose excessiva traz prejuízos na atividade de vida diária e qualidade de vida do indivíduo, sendo sua principal causa a má postura mantida ao longo da vida, em 65% dos casos. Nesse caso não há queixa de dor e o tratamento é feito por meio de atividade física e fisioterapia. A segunda maior causa é quando a pessoa adquire a patologia por meio da doença de Scheuermann, uma doença estrutural que surge no período da adolescência e se faz necessário um tratamento mais específico, incluindo o uso de órteses para coluna.

A lordose é um desvio da coluna característico na região da bacia, causando uma curvatura exagerada no local. Geralmente não há sintoma, exceto pela curvatura exagerada. Porém, podem surgir sintomas específicos de acordo com a gravidade da curvatura. Que são:

1. Dor nas costas;
2. Irradiação da dor para as pernas;
3. Alterações intestinais;
4. Problemas neuromusculares.

Em relação ao tratamento, se a curvatura for leve, não é necessário. Caso haja presença de sintomas o indivíduo pode iniciar o tratamento fisioterápico, com o objetivo de fortalecer os músculos e ampliar os movimentos. Nos casos mais graves é necessário o tratamento cirúrgico.

Em geral os tratamentos são indicados após diagnóstico específico e realização de exames. Após esse processo pode ser indicado o repouso, a restrição da atividade física, fisioterapia, abandono do sedentarismo e alongamentos recorrentes.

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REFERÊNCIAS

• ALVARENGA, Guilherme Ribeiro Antunes; PEREIRA, Paulo Acyr de Oliveira; SOUSA, Talita Cristina Oliveira de. Comparativo entre natação e exercícios resistidos na hipercifose torácica adquirida em mulheres climatéricas. 2015. 42 f. TCC (Graduação) – Curso de Educação Física, Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 maio 2018.

• AMADO, Kathlen. Alongamentos podem prevenir problemas de coluna. 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 maio 2018.

• SAÚDE, Ministério da Saúde. Saúde da coluna. 2006. Disponível em: . Acesso em: 06 maio 2018.

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